NADAM MAIS DE 8 MIL KM

PARTINDO DA ANTÁRTICA PARA OS BERÇÁRIOS NA AMÉRICA DO SUL, ÁFRICA, AUSTRÁLIA E NOVA ZELÂNDIA

No Planeta!

A Baleia Franca Austral se concentra no hemisfério sul.

 

Berçários

  • América do Sul

Argentina                    Península Valdés

Brasil              Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro

  • África

  • Austrália

  • Nova Zelândia

 

Zona de Alimentação

  • Antártica

"Os que decidem sobre o amanhã devem avaliar o impacto no futuro."
                                              Jacques Costeau

Caça
Pesca Industrial
Redes de pesca
Poluição dos oceanos
O que está levando as baleias à extinção no planeta?
Colisão com embarcações
Contaminação acústica
Mudanças climáticas

Nesta edição do Matéria de Capa são apresentadas importantes informações sobre a caça às baleias, contaminação acustica, redes de pesca, entre outras ameaças aos cetáceos.

Obs.: imagens fortes para crianças.

Notícias sobre fatos que revelam a fragilidade do habitat das Baleias Francas Austral no planeta      

Clique nas imagens e veja a íntegra das notícias

Mais de 2,6 mil tartarugas foram encontradas mortas no Litoral nos últimos seis meses
Fonte: DC, 15/04/2016

...Entre as tartarugas, a principal causa de morte é a pesca e o lixo que, por negligência do ser humano, vai parar no mar. As simpáticas tartarugas-verdes, as mesmas que viraram personagem no filme Nemo, são as que mais aparecem mortas nas praias _ coincidentemente, as que vivem mais perto da costa...

Como turistas podem ameaçar o bem-estar de baleias e golfinhos
Fonte: BBC Earth, 13/05/2016

...Atualmente na Universidade de Aberdeen, na Escócia, Lusseau recentemente estudou uma série de animais marinhos para tentar entender como eles se comportam na presença de barcos turísticos.

Ele e seus colegas descobriram que os barcos são visto da mesma maneira por muitas espécies: como um risco.

Há várias evidências de que baleias e golfinhos reagem aos barcos como se eles fossem predadores. Muitos cetáceos passam mais tempo submersos quando há embarcações à volta. E o trabalho de Lusseau na Nova Zelândia revelou que esses animais podem reagir à chegada dos barcos antes mesmo de vê-los...

Mais de 300 baleias são encontradas mortas nas praias do Chile durante 2015
Fonte: ANDA, 04/05/2016

...Essa semana está cheia de notícias tristes sobre as baleias. No início da semana, a Islândia deu início à temporada de caça dos animais no país. Em protesto, o grupo Anonymous tirou vários dos sites do governo do ar. E hoje o veículoRed Deer News & Area divulgou que mais de 300 baleias foram encontradas mortas em uma praia do Chile...

Pinguins famintos à caça do escasso krill antártico,
Fonte: Jornal Zero Hora, 14/04/2016

...Assim como as focas e baleias, também comem krill, um crustáceo de 3 cm parecido com um camarão que está na base da cadeia alimentar do oceano austral.

Mas os observadores dos pinguins asseguram que o krill é cada vez mais escasso na península antártica, ameaçado pelas mudanças climáticas e a pesca excessiva.

"O krill é a planta de energia da Antártica. É uma espécie chave para todos", diz Ron Naveen, líder do grupo de pesquisa antártica Oceanites, enquanto um grupo de pinguins grasnam nas rochas atrás dele...

Baleeiros japoneses caçam mais de 200 baleias grávidas na Antártica

Fonte: G1, 25/03/2016

Frota baleeira retornou da Antártica nesta quinta-feira com 333 baleias.
Do total, 103 eram machos e 230 eram fêmeas; 90% estavam grávidas.

Costa da Patagônia tem mortalidade recorde de baleias francas
Fonte: Correio do Povo, 04/06/2013
ONG registrou carcaças de 116 animais nos limites territoriais da Argentina

...Uma mortalidade recorde de baleias francas foi registrada na costa atlântica da Patagônia, nos limites territoriais da Argentina. Um total de 116 carcaças encontradas é o índice mais elevado já registrado de mortandade da espécie no mundo, conforme a ONG Instituto de Conservação de Baleias (ICB) relatou nesta terça-feira.

De acordo com o ICB, três exemplares adultos e 113 filhotes morreram, quase o dobro do reportado em 2011, quando morreram 61 exemplares...

Baleias mudam respiração para evitar ataque de gaivotas que arrancam pedaços
Fonte: UOL 09/12/2014
...É uma cena violenta. Um confronto difícil de assistir sem contorcer o rosto ou, de vez em quando, desviar o olhar.

Repete-se a cada ano entre julho e dezembro em Península Valdés, na Patagônia argentina.

Os rivais: gaivotas e baleias francas.

Embora pareça uma luta entre David e Golias, é a baleia que tem tudo a perder.

Desde os anos 70, inúmeros ataques de gaivotas a baleias têm sido registrados nesta região para onde os mamíferos aquáticos viajam com o objetivo de dar à luz e amamentar seus filhotes antes de iniciar sua viagem para a Antártida...

Poluição sonora nos oceanos estressa baleias, diz estudo
Fonte: BBC, 08/02/2012
...Segundo os cientistas do Aquário da Nova Inglaterra, em Boston, os motores de navios emitem um som na mesma frequência que algumas baleias usam para se comunicar.

Estudos anteriores já mostravam que as baleias mudam seus padrões de comunicação em lugares mais barulhentos.

Na pesquisa mais recente, os cientistas mediram os níveis de hormônios relacionados ao estresse nas fezes das baleias e descobriram que esses níveis aumentam de acordo com o aumento no tráfego dos navios...

Autópsia em 13 cachalotes revela o estômagos dos animais cheios de plástico
Fonte: ANDA, 30/03/2016
...O plástico que os seres humanos descartam para o mar acaba muitas vezes nas bocas e estômagos dos animais marinhos, resultando muitas vezes na morte destes.

Entre os resíduos encontrados conta-se uma rede de 13 metros ou um pedaço de plástico com 70 centímetros pertencente a um carro. No entanto, não é de crer que os animais tenham morrido por envenenamento de plástico, mas sim devido à fome.

Robert Habeck, ministro do ambiente de Schleswig-Holstein, afirmou que por vezes os animais “consomem plástico e resíduos que lhes causam sofrimento e, no pior dos casos, fazem com que eles morram de fome embora tenham os estômagos cheios”.

Oceanos 'recebem 8 milhões de toneladas de plástico por ano'
Fonte: BBC, 13/02/2015
...O novo estudo é considerado um dos melhores esforços para quantificar o plástico despejado, queimado ou arrastado para o mar. Segundo os pesquisadores, a análise também pode ajudar a descobrir a quantidade total de plástico existente hoje no oceano – não apenas o material que é encontrado na superfície ou nas praias.

Grandes quantidades de resíduos podem estar escondidas no fundo dos oceanos ou fragmentadas em pedaços tão pequenos que não são captados pelas análises convencionais. Essas partículas estão sendo ingeridas por criaturas marinhas – o que pode resultar em consequências desconhecidas.

Concentrações de detritos plásticos em águas superficiais do oceano global.Os círculos coloridos indicam as concentrações de massa (número de detritos de plástico por quilómetro quadrado). As áreas cinzentas indicam as zonas de acumulação previstas por um modelo de circulação da superfície global.O cinza escuro e claro representam zonas de acumulação interna e externa, respectivamente; as áreas brancas são consideradas zonas de não acumulação.

http://www.pnas.org/content/early/2014/06/25/1314705111.full.pdf+html

Revelado o primeiro mapa global do lixo plástico nos oceanos

O mapeamento dos resíduos à superfície do mares do Planeta é inédito. Mas os cientistas ainda sabem pouco sobre quanto plástico está realmente nos oceanos e o que lhe acontece

Há alguns anos que os cientistas apresentam dados preocupantes sobre a poluição marinha: seja a existência de partículas de plástico em áreas muito remotas do oceano, seja a descoberta de grandes acumulações de lixo.  A "Grande Ilha de Lixo do Pacífico" é talvez o fenómeno mais extremo, documentado e conhecido. Mas várias "sopas de plástico" ou praias onde dão à costa toneladas de detritos têm sido alvo de investigação. A situação global dos oceanos do Planeta Terra é que era desconhecida. Até agora. 

O estudo "Detritos de plástico em oceano aberto", liderado pelo biólogo marinho espanhol Andrés Cózar, mostra, pela primeira vez, a real distribuição das quantidades de lixo plástico marinho à superfície e foi publicado há menos de um mês na revista de divulgação científica Procedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos da América. 

Foram identificadas milhões de partículas de plástico que flutuam e se acumulam à volta dos cinco grandes giros existentes nos oceanos mundiais (Atlântico Norte, Atlântico Sul, Oceano Índico, Pacífico Norte e Pacífico Sul), criados por correntes oceânicas circulares, que fazem os detritos ora concentrarem-se no seu centro ora serem expelidos e gravitarem nas zonas adjacentes. 

É para estas áreas que convergem dezenas de milhares de toneladas de lixo plástico que se vai degradando e entrando na cadeia alimentar dos seres vivos marinhos, com consequências devastadoras. Estima-se que morram cerca de 1 milhão e quinhentos mil animais (de aves a peixes, tubarões, tartarugas, golfinhos e baleias) todos os anos, devido à ingestão de plástico. 

Embora o mapa agora revelado mostre, pela primeira vez, a extensão do problema, os cientistas desconfiam que há muito mais plástico nos mares que aquele que foi identificado, só ainda não perceberam o que lhe acontece e quais as consequências que provoca. 

"Não sabemos o que é que este plástico está a fazer. Está em algum lugar, na vida do oceano, nas profundezas, ou dividido em partículas finas indetetáveis por redes", disse Andrés Cózar à revista National Geographic (NG). 

Uma das razões adiantadas por este professor na Universidade de Cádis para o facto de ter sido detectada menos concentração de partículas de plástico à superfície que a esperada - tendo em conta que a produção mundial deste material quadruplicou desde os anos 1980 - é que esses detritos minúsculos estejam a ser consumidos por pequenos peixes, que vivem na zona mesopelágica do oceano (entre os 200 e os 1.000 metros de profundidade abaixo da superfície). 

Os peixes de profundidade média do Oceano Pacífico Norte ingerem, anualmente, entre 12 mil a 24 mil toneladas de plástico - o que equivale a 480 milhões de garrafas de plástico de dois litros ou ao peso de 132 baleias azuis.

Que efeito tem este plástico na vida marinha de alta profundidade é que talvez nunca se venha a saber, como desabafou Cózar à NG: "Infelizmente a acumulação de plástico no fundo do oceano vai modificar esse ecossistema enigmático antes que possamos realmente conhecê-lo". 

Para construir o mapa agora revelado analisaram-se 3.070 amostras de água. Os dados foram recolhidos durante a expedição científica Malaspina 2010 (um projecto do Estado Espanhol que, durante nove meses, circumnavegou os mares do planeta, para estudar os efeitos do aquecimento global nos oceanos e a biodiversidade dos ecossistemas em águas profundas) a que se juntaram informações de outras campanhas que tinham recolhido material nas  regiões polares, no Pacífico Sul e no Atlântico Norte. 

Planeta Oceano - documentário

— O documentário me mostrou várias coisas que eu não sabia. A quantidade de lixo que jogamos nos oceanos, em particular, me chocou muito — diz Josh Duhamel — Nós não imaginamos a quantidade de animais que dependem dos mares. Quanto mais informação as pessoas tiverem sobre isso, maior será nossa capacidade de mobilização. Achamos que o oceano é capaz de absorver tudo de forma ilimitada. Mas não é — explica.

 

 

Para melhor visualização do documentário, inicie o filme, clique no ícone "Youtube", abaixo à direita. Ao abrir a página do You Tube, clique no ícone "tela inteira", canto inferior direito. Bom filme!

Resultado de quatro anos de trabalho e de um uso exímio de novíssimas câmeras de alta definição, o documentário "Oceanos", da dupla francesa de diretores Jacques Perrin e Jacques Cluzaud, revela-se uma viagem fascinante à complexidade da vida marinha do planeta, mostrando aspectos inusitados mesmo de espécies muito conhecidas, como golfinhos, baleias e pinguins.

No caso de espécies conhecidas, como as baleias, o encanto do filme está em sua proximidade destes gigantescos animais, permitindo avaliar a extensão de seu esforço para cruzar os mares em busca de alimento e a complexidade da relação entre mãe e filho.

Um recado ecológico também é dado em expressivas visões da poluição marinha, da caça e pesca no mar (boa parte, material encenado, mas, mesmo assim, eloquente) e, especialmente, numa visita feita pelo diretor Perrin e seu neto a um museu de história natural que reúne esqueletos de espécies extintas.

Toda a beleza reunida pelo filme revela-se, assim, como um lembrete da necessidade de que a espécie humana controle seus piores instintos e contribua mais e melhor para preservar esta magnífica diversidade que pulsa aqui bem perto de nós, dentro da imensidão aquática da Terra.

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